Uma travessia...por vezes fácil, outras vezes difícil. Um deserto, onde se tenta desesperadamente encontrar um oásis para ai permanecer, pelo menos na triste ilusão de ser feliz.

agosto 08, 2005

Breve fim

Olhaste os seus olhos. Piscavam encandeados pelo pôr do sol.
Tocavas-lhe a medo a mão.
E ele expressava aquilo que tu julgavas que não compreende.
A confusão era a silhueta do seu rosto, e a indignação fazia parte do teu.
Em silêncio despejaste palavras que nunca lhe dirias;
e calaste, como se pecar por desejar fosse um autêntico acto de clausura em que te encontraste perdida no momento que vivias de amor.
O estado de momentânea confusão, fez-te perder aquilo que julgavas ter obtido: a cumplicidade dos amantes.
A tua presença, a importância que querias ser tua, esfumou-se como se aquilo que viveste, pertencesse a uma boa história de um romance louco, onde as personagens se esbarram e amam sem pudores.
Correu uma lágrima.
Ele não viu. Ele não vê. Ele nunca te vê.

1 comentário:

David Ponte disse...

Muito bom.