Uma travessia...por vezes fácil, outras vezes difícil. Um deserto, onde se tenta desesperadamente encontrar um oásis para ai permanecer, pelo menos na triste ilusão de ser feliz.

novembro 09, 2007

Pudesse eu como o luar
Sem consciência encher
A noite e as almas e inundar
A vida de não pertencer!


Fernando Pessoa


Pudesse eu encher-te de vida como as palavras do poeta me completam a mim e a ti.

Quisesse eu não ter consciência de viver mais um dia sem te ter.

Gostasse eu de ser a tua alma e evadir-me para dentro de ti, preenchendo-me até à exaustão da mais pequena partícula a completar, unificando-me no presente e no futuro, guiando-te neste mundo de desilusões.

Vivesse eu a noite como a conheceste e como eu te conheci, caçador de sonhos, de mar, príncipe dos meus sois, eternamente enamorado pelos meus olhos que te alcançam num vazio cheio de esperança.

Corresse eu para te observar beijando-te em surdina, pertencendo-te pelo queimar do vento que percorria as palavras que dizíamos a medo, as palavras que disseste que agora já não são nada porque já foram tudo, tudo o que o tempo levou para trás de ti, para trás da recordação de um tempo em que os nossos segredos foram eternos, em que as tuas mãos encheram o meu corpo que se mergulhou nas tuas promessas irreais e amedrontadas pelo pertencer a alguém.

2 comentários:

Um Mundo ao Contrario... disse...

Saudações!!

Gostei imenso das palavras que utilizaste e aproveito para te dizer que criar uma Sebenta com o que exprimes so será excelente como recordação, esta?

Um Mundo ao Contrario... disse...

Recorda o que vives.. nao so em memoria, mas em papel. Futuramente, ao leres, irás ter uma sensação cómica dos teus proprios erros e esta é a razão de eu fazer tal coisa: chorar nao vale a pena, rir e´ mesmo o melhor remeédiooo!

Um beijo e um queijo