Uma travessia...por vezes fácil, outras vezes difícil. Um deserto, onde se tenta desesperadamente encontrar um oásis para ai permanecer, pelo menos na triste ilusão de ser feliz.

outubro 23, 2004

Renúncia

"Os desejos dos sentidos levam-nos a isto ou àquilo, mas passado esse momento o que sentimos?
Certos remorsos de consciência e dissipação do espiríto. Perdemos a alegria e muitas vezes mergulhamos na tristeza, e os prazeres da noite entristecem a manhã.
Por isso, a alegria dos sentidos é antes de mais lisonjeira, mas depois fere e mata"
Imitação de Jesus Cristo

"Cura-se como se consola; no coração nem sempre há de que chorar e de que amar"
La Bruyere


Nada melhor que estas duas citações para caracterizar o que me vai na Alma.
Hoje a minha manhã acordou cinzenta. Estava o céu azul lá fora e fazia calor. Mas eu sentia frio. Não sentia remorsos, mas algo de estranho se passava. E continua...remoendo a cada minuto que passa.
Mas nem sempre temos que amar; nem ser consolados. Temos, simplesmente, que fazer escolhas, procurar caminhos, por mais tortos e dificeis que possam parecer. Precisamos crescer.
Sempre. A cada minuto que passa. A cada segundo. Tentarmos ter paciência connosco próprios é já em si, um grande passo. Mas falta muito. Falta ter consideração pelos outros. Respeito. Carinho.
E desejar algo que podemos ter, mas saber o mal que nos provoca, sabendo bem... é precisamente não ter bom senso. E ele diz-me que esta é a altura certa para parar. Para pensar e reflectir. Sobre tudo.
Desculpa.

1 comentário:

Claudia Raposo Correia disse...

Não acredito que o sofrimento nos faça crescer, se é que crescemos... O nosso interior muda, vai-se tornando insensível e cada vez mais individualista. Até que ponto nos dividimos com alguém? Somos capazes de abdicar de quase tudo pela nossa felicidade, ou por algo pelo qual lutamos e pensamos ser a felicidade, mas de pouco ou nada somos capazes de abdicar pela felicidade dos outros, pelo menos se nos fizer retrair a nossa.
Seguir ideias, sonhos, pretensões de sonhos com a sensatez possível mas não desejável.