Uma travessia...por vezes fácil, outras vezes difícil. Um deserto, onde se tenta desesperadamente encontrar um oásis para ai permanecer, pelo menos na triste ilusão de ser feliz.

maio 11, 2004

Ridicularidades

Veio hoje no Publico, um artigo sobre a guerra no Iraque e a divisão de opiniões no seio da própria estrutura militar e politica dos EUA.
Diz um senhor: "aqui estou eu, 30 anos depois, a pensar que vamos vencer todas as batalhas e perder a guerra, porque não compreendemos a guerra em que estamos metidos".
Diz outro senhor, que as "tropas americanas deveriam sair o mais rapidamente possivel, mas antes é necessario ir à ONU com humildade e pedir apoio aos europeus e membros da organização".
Assim se vê que há um "consenso". Todos têm respostas e teorias. Ninguém sabe a verdade, mas a realidade está debaixo dos nossos olhos.
Este discurso faz-me lembrar, uma conversa que eu tive com o meu pai, onde disse que a invasão dos EUA no Iraque, foi uma antêntica palhaçada e que me fez lembrar as Invasões Napoleónicas, onde o objectivo principal era alcançar a "capital" e declarar a vitória! Vitória de quê? De quem?
A morte do tirano, a decapitação do rei, a revoluçao do sistema, são tudo coisas que já se viu. Que já fazem parte da História.
Acho piada, aos sacanos dos americanos,de terem a mania que podem e que fazem tudo. Mas então, porque não fazem? Têm medo? Não andam a matar tanta gente? Se calhar repetir-se Hiroshima era mais fácil e mais radical...não? Têm receio de quê? Das sanções de crimes contra os Dtos Humanos? Dos efeitos nocivos para a saude mundial?
Acho ridiculo a suma preocupação da aparência. Supostamente, na guerra vale tudo. Se querem acabar, usem o que têm. Ou é melhor não? Porque não se corta o mal pela raiz? Ah?
Porque o solo fica contaminado? Porque as próximas gerações irão nascer deficientes? Porquê não se usa aquilo que têm?
Se querem acabar de uma vez por todas com todo o Eixo do Mal, bolas, matem os palhaços que saem à rua. Façam tiro ao alvo. NAO! É melhor não.
Vamos deixar continuar esta guerra de aparências e preocuparmo-nos em esconder aquilo que se passa no nosso pais, nas nossas instituições, com os nossos cidadãos. Vamos esconder que temos armamento para mandar o mundo à vida, para acabar com os terroristas, pois a ONU cai-nos em cima. Mas nós invadimos o Iraque sozinhos...somos os melhores! Podemos fazer o que queremos! Temos os McDonals e vestimos o 40. Temos o Bush. Temos o Pentãgono. Temos um sistema democratississimo! Temos demasiadas coisas ridiculas e não temos bom senso. Somos mesmo bons!

2 comentários:

Claudia Raposo Correia disse...

Não é preciso sermos radicalistas! Concordar ou não concordar com a guerra do Iraque não é assim tão simples.
Nos dias de hoje a guerra nunca terminaria com uma Bomba atómica como a de Hiroshima, seria a queda de Bush, e ele, certamente, não quer nada disso.
Se me disseres que a razão que George W. Bush encontrou para fazer a guerra no Iraque é fantasiosa, limito-me a concordar, os relatórios mostram isso mesmo. Mas, acredites ou não, Bush é humano e as atrocidades impõem loucura ou maldade. O seu interesse não é acabar com o Iraque.
Uma bomba atómica tem efeitos devastadores durante anos e ele quer o Iraque para amanhã, quer o petroleo para hoje e o país para a América,(recorda-te de muitos dos bebés que ainda hoje nascem defecientes em Hiroshima).
Tão simples quanto isto. São negócios de milhões que justificam qualquer american-war.

José Tiago Piçarra disse...

Temos para trás milhares de anos de História, bem mais de 2000-e-picos anos que é o que contamos. A História repete-se, uma e outra vez. A humanidade já cá anda há demasiado tempo para se poder inovar. Já se fez de tudo quanto a estes problemas, de vez em quando lá caímos nos erros "do costume"... É como termos uma ideia. Se formos os primeiros a escrevê-la somos uns génios inovadores, mas já alguém teve esse ideia, em alguma hora, em algum momento, em algum lugar. A guerra acontece pelos mesmos motivos - o Homem é cíclico por natureza. Em tudo. Pensem um bocadinho a ver se não é verdade.